quarta-feira, 24 de junho de 2009

A noiva do segundo andar


Estava planejando escrever sobre os fantasmas da Câmara dos Vereadores de São Paulo, não dos funcionários e sim dos do outro mundo, das almas penadas. Mas pensando bem é melhor deixá-los vagando. Até comecei a pesquisar o por quê. Meu amigo Hespanha contou que onde hoje está o prédio da Câmara foi um cemitério indígena e que, tempos atrás, na Rua Santo Antonio, que fica na vizinhamça, um português matou barbaramente toda a sua família.

Os jornais da época mostram fotos do uso do heliporto da Câmara como ponto de apoio para os helicópteros que faziam o socorro das vítimas do incêndio do Edifício Andraus.

Um dos oficiais militares que fazem a segurança define a existência deles em decorrência da enorme quantidade de velórios de políticos e autoridades realizados no Salão Nobre.
Agora ha pouco o Soares, garçon que serve o cafézinho matinal, disse que já viu muitos quando eles dormiam no oitavo andar. Pedi ao Soares que definisse como eram. "Como é que você levanta da cama? Explicando: A gente pra levantar da cama bota os pés no chão, levanta e sai andando. Eles não. Saem da cama levitando e voam em direção da porta ou das janelas"

Pela manhã um faxineiro, limpando a porta do elevador, respondendo a minha curiosidade disse que, quando trabalha no período
Dona Antonia, a chefa da faxina, trabalha desde 1970 na casa, relata visões do segundo andar. O fantasma é o de uma noiva que foi abandonada no altar e morreu de desgosto. Pensando melhor vou deixar estes fantasmas na deles aceitando o conselho de muito tempo atrás, quando. em Ouro Preto, na Praça do Chafariz, perto da Casa dos Contos, um morador aconselhou: "Se de noite você ver um assombração na sala da sua casa o melhor é fazer de conta que não viu". Então, diante de toda esta argumentação, me esquivando de assunto tão austero e fugaz vou ficando por aquí.