segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pancadaria no Metrô São Bento

Despedi do Luiz Prado e da Luludi em frente à entrada da estação São Bento do Metrô. Fui alí, na Florêncio de Abreu, comprar umas ferramentas e fiz uma visitinha rápida aos amigos.
Já no piso de entrada das catracas ouvi gritos: ”Deixa eu passar. Quero meus direitos de ir e vir”
A cena: Um cadeirante sendo impedido pelo segurança do metrô de andar com a cadeira. "Você não pode!" Dizia o guarda nervoso. O ajudante do cadeirante reclamava também, muito nervoso: "Olhem isto! Que absurdo!” se dirigindo para uma pequena aglomeração. Ficaram bravos. O cadeirante sendo contido pelo segurança, se contorcia e dava murros na sua perna. O segurança, neste momento, deu um puta tapão na cabeça do cadeirante. O outro segurança ficou distante e conivente com o que estava acontecendo. Eu fui pra cima e fotografei tudo. Algumas pessoas com celulares gravavam a cena. Cheguei perto do ouvido do segurança (que deu o tapão) e gritei: Covarde!
O clima começou a ficar tenso e dei o fora. Um rapaz me deu guarita e desci as escadas pegando o Metrô no sentido Jabaquara.
Entre as pessoas que entraram, duas senhoras conversaram comigo sobre o incidente.
"O rapaz da cadeira que começou a agredir primeiro". Me disse a psicóloga que está passeando no Brasil. Ela vive em New Jersey, 35 km de Nova York.
Um segurança deve estar preparado para uma situação como esta. Não é justo bater em um aleijado. Argumentei.
A conversa foi esclarecedora do que não ví. Fomos papeando até a Estação Paraíso.
Lá ela também pegou a Linha Verde para a Vila Madalena. Sentamos juntos no banco para mostrar as fotos.
Sin tarjeta! Acusava o visor.
Resumindo. As fotos não existem.
Sábado de manhã fiquei encucado com a história e pedi uma ajuda ao meu amigo Laudo, cartunista de primeira, e contei a história. Ele fez esta ilustração.
Eu não podia deixar barato.

2 comentários:

stocker disse...

Revoltante, estúpido demais. Lembra os tempos de ditadura. Porém, com o governador reprimido (sexulamente falando, notem sua postura entrevada) Nada mais se espera. Guardas ignorantes, brutamontes a serviço de um estado de travados. Freud explica.
Grande ilustração de meu irmão, Laudo.

Vitor Novais disse...

Carolhes, Juva. Se bem que seria uma sacada de lascar, ninguém tem pica de mexer com o metro de sp, a mídia nunca divulga merda nehuma que deve rolar naquele lugar...
parece uma cidade que não existe, Blade Runner, saca?
Rídiculo o "estado" arrogante do metro... é meio Big Brother do livro e isso já caiu de uso em muitos lugares, mas eles insistem. A música NUMB do U2 seria a trilha perfeita. Não, isso, não aquilo... Numb=Paralisado, mudo e calado. Não sente no chão....