terça-feira, 25 de setembro de 2007

Juliano Costa, Mara Faria e André Henriques

Mara Faria Trio

No último sábado o Mara Faria Trio fez sua primeira apresentação em São Paulo. Foi na Choperia do SESC Pompéia. Mandaram bem.
Mara Faria voz, Juliano Costa percussão e André Henriques nos teclados. Todos de Uberlândia – MG. Mara Faria morou na Alemanha e fez lá algumas apresentações. A proposta de Mara é cantar em inglês e mostrar releituras do fino do jazz, blues, rock e soul. Billie Holiday, Ray Charles, Aretha Franklin e Etta James, entre outros bambas, estiveram no repertório do show apresentado na choperia.
Em breve o DVD e o PROMO CD "Jazz, blues e rock'n roll". O primeiro registro do trabalho conjunto dos três músicos.
www.uberlandia.com/marafariatrio

Juliano Costa

O percussionista Juliano Costa está na estrada fazem 15 anos.
Tinha tudo para seguir a carreira de agricultor mas a música - esta musa, tocou mais fundo.
Tocou, entre muitos outros, no grupo de rock Reverendo Jones e está trabalhado com músicas próprias, no projeto Ana Atômica - uma nova banda de rock com um DVD quase pronto.
www.anaatomica.com.br
O tecladista André Henriques, com o mesmo tempo de carreira do Juliano, também fez parte do grupo Reverendo Jones. Já tocaram até musica sertaneja nas noites dos bares mineiros e de outras praças.
Me contaram que foi muito proveitosa a estadia em São Paulo e têm agendados outros show na Paulicéia.
É esperar pra ver e ouvir.

domingo, 23 de setembro de 2007

Sagração da primavera

Na sexta feira 21, dois dias antes do início da primavera, Miguel Paladino e Vera Albuquerque convidaram amigos para o Sarau litero-musical e primaveril. Ali, nas proximidades da Av Dr. Arnaldo. Eles moram numa casa no meio do quarteirão e, por estas felicidades da vida, associada ao lado do cenógrafo e produtor, transformaram o jardim numa praça.
No cenário com fundo infinito e iluminação adequada e muito carinho saudamos a chegada da primavera.

Maria Haro e Ruy Weber

A violonista Maria Haro veio do Rio lançar CD com músicas de Nicanor Teixeira - compositor baiano residente no Rio. E ali, com sua energia contagiante, deu uma daquelas canjas substanciosas. No CD tem, entre outras, as músicas Kateretê das farinhas e Flor de Mandacaru. O CD é uma produção independente bancada por ela. http://www.mariaharo.com/ e-mail finaflor2007haro@gmail.com tel (21) 8715 5566, R$ 25. Pode ser comprado na Free Note na R. Teodoro Sampaio em São Paulo
Os violonistas Flávia Prando e o violonista Otavio Machado também brilharam. A Flávia está defendendo tese de mestrado sobre Othon Salleiro, compositor carioca que foi médico psiquiatra e violonista amador. Nasceu em 1910 no Rio e morreu em 1999. Só tem um long play gravado em 1964. O violonista paraense Sebastião Tapajós foi um de seus alunos
Ruy Weber é paulistano violonista e compositor. Foi do Grupo Raizes - anos 70. Hoje toca no Grupo Regional Bola Preta.
Rodrigo Lima violonista e ator. Mora no Rio está trabalhando na peça Ariano em cartaz no CCBB-SP.
Fábio Malavoglia com sua maestria criou um poema sobre um concurso de poesias e sua performance inebriou a platéia espalhada pelo jardim, que se assemelhava a uma praça do interior.

Libero Malavoglia

Libero Malavoglia recitou e cantou sambas. Não sabia deste seu lado cantor. Clélia, sua mulher, me disse que ele gosta de cantar. Leva jeito o rapaz.
Miguel Paladino leu trechos do livro A Metamorfose de Kafka e foi o mestre de cerimônias.
Vera Albuquerque registrou tudo com sua câmera digital.
Duas de minhas fotos foram expostas e, no laptop, apresentei um ensaio fotográfico do Acre e Amazonas sobre comunidades apoiadas pela WWF-Brasil, que procuram a sustentabilidade.
Num determinado momento o escultor Roberval Layus me disse: "Os artistas aquí reunidos são mais representativos do que os da Bienal de São Paulo".
A noite foi encantadora.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Babá. Vida. Vidal


Vidal Cavalcante durante a posse do Lula em 2003

Meu queridíssimo amigo.
Uma daquelas pessoas que se a gente não conhecesse ficaria faltando um pedaço.
Trabalhamos juntos na Folha, no Estadão, em projetos, sonhos, exposições e sua presença era um encantamento.
Veio do Ceará. Filho e neto de fotógrafos.
No início de 94 acalentamos a idéia de uma agência de fotografias Ondas 2.8 e ,nas suas férias, ele foi cobrir o Rio Jaguaribe para o nosso banco de imagens.
Em outro momento fiz a curadoria de seus trabalhos "Por ti América", no SESC Pompéia comemorando os 500 anos do descobrimento da América.
Entre tiros e festins ele visitou quase todos os países da América Latina

Viu e fotografou assasinatos.
Ternuras e torpezas.
No dia-a-dia futebol, política e beldades.
Festejou o cacho de bananas que nasceu no seu jardim.
A chegada de amigos cearenses, pernambucanos, paraenses...
Ele sempre tem motivos para celebrar a vida.
O Vidal é forte.
Ele vai superar este entroncamento.



Rio Jaguaribe


Demócrito Rocha


O Rio Jaguaribe é uma artéria aberta
por onde escorre
e se perde o sangue do Ceará
O mar não se tinge de vermelho
porque o sangue do Ceará
é azul ...


Todo plasma
toda essa hemoglobina
na sístole dos invernos
vai perder-se no mar.


Há milênios... desde que se rompeu a túnica das rochas
na explosão dos cataclismos
ou na erosão secular do calcário
do gnaisse
do quartzo
da sílica natural .


E a ruptura dos aneurismas dos açudes...


Quanto tempo perdido!
E o pobre doente — o Ceará — anemiado,
esquelético, pedinte e desnutrido —
a vasta rede capilar a queimar-se na soalheira —
é o gigante com a artéria aberta
resistindo e morrendo
resistindo e morrendo
resistindo e morrendo
morrendo e resistindo... (Foi a espada de um Deus que te feriu
a carótida
a ti — Fênix do Brasil.)


(E o teu cérebro ainda pensa
e o teu coração ainda pulsa
e o teu pulmão ainda respira
e o teu braço ainda constrói
e o teu pé ainda emigra
e ainda povoa).


As células mirradas do Ceará
- quando o céu lhe dá a injeção de soro dos
aguaceiros
as células mirradas do Ceará
intumescem o protoplasma
(como os seus capulhos de algodão)
e nucleiam-se de verde
— é a cromatina dos roçados no sertão...


(Ah! se ele alcançasse um coágulo de rocha)

E o sangue a correr pela artéria do rio Jaguaribe...
o Sangue a correr mal que é chegado aos ventrículos
das nascentes ... O sangue a correr e ninguém
o estanca...


Homens da pátria — ouvi:
— Salvai o Ceará!
Quem é o presidente da República?
Depressa uma pinça hemostática em Orós! Homens —
o Ceará está morrendo, está esvaindo-se em sangue ...

Ninguém o escuta, ninguém o escuta
e o gigante dobra a cabeça sobre o peito enorme,
e o gigante curva os joelhos no pó da terra calcinada,
e

— nos últimos arrancos — vai
morrendo e resistindo...
morrendo e resistindo...
morrendo e resistindo...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Restaurante do Turiba

Chico César, Luiz Turiba, Chacal e Reza

No início de setembro voltando da viagem pela amazônia fui convidado pela Marilia Panitz para degustar comidas árabes no restaurante que o Turiba está construindo na sua chácara (só para pequenos grupos) em Brasília . Até poucos meses atrás ele era o assessor de imprensa do ministro Gilberto Gil.


De lá e à noite - fica no caminho de Sobradinho, a vista do Plano Piloto sugere um lugar calmo, sem a turbulência normal dos palácios e ministérios.


Sob a lua cheia os poetas Nicolas Behr e Chacal, o compositor Chico Cesar, a jornalista Déa Costa, o artista plástico Reza e vários outros azes e coringas do jornalismo e das artes autografaram livros e atualizaram conversas.

Os florais perversos de Madame Sade

Ruth Barros na noite de autógrafos

Não sei como fiquei este tempo todo sem ler o livro Os florais perversos de Madame Sade que a Ruth Barros, Marcos Gomes e Eloisa Campos escreveram. É uma leitura rica e excitante. Estou roubando tempo do trabalho para terminar de ler.

Afrânio Costa Neto

Amilca e Afrânio

Em junho deste ano o Afrânio Costa Neto se foi. Ele construiu minha casa em Camburi (Casa do Índio) a casa da Monica Zarattini e a da Marlene Bergamo entre muitas outras edificações entre Camburi e Maresias. Veio de Minas Gerais dos lados de Teófilo Otoni. Também o construtor do Arraial das festas juninas que fazemos lá. Era um daqueles amigos de toda hora. Um mestre de obra como poucos. Tivemos uma amizade de muitos anos. Grande figura.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Meu blog

Foto Vitor Novais nov. 2005

Hoje a noite o Vitor esteve em casa e trouxe o meu blog pronto. Participaram da inauguração a Anike e o poeta Ademir Assunção. Blues na caixa e papos variados.
Fiz um jantar. Frango assado ao molho de soja, batatas cozidas com bacon + queijo em pasta, salada, arroz com gersal. Romeu e Julieta na sobremesa.
A partir de hoje o meu jornal "Caxiuna - O Blog do Juvenal Pereira" vai nos deixar mais próximos.