sexta-feira, 12 de junho de 2009

Portais búdicos

Monja Coen fará o prefácio.

Nos preceitos búdicos o portal de um Mosteiro Zen não tem chave. Você pode entrar e sair quando quizer.

Conheço Kogen há muitos anos desde quando fui, junto com o jornalista Ademir Assunção, fazer fotos para uma reportagem da Revista Marie Claire no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem -1993, Em Ibiraçú, no Espirito Santo http://www.mosteirozen.com.br/. Desde então ficamos amigos. Voltei fazendo fotos para o livro comemorativo dos 25 anos do mosteiro. Depois batizei o meu filho Manuel e desenvolvi o workshop Fotografia e o Zen.

Nesta última terça-feira encontrei com o Monge no Metrô Vila Madalea, pegamos uma chuva fina e fomos encontrar a Monja Coen http://www.monjacoen.com.br/ para entrega dos originais de seu livro Portais Búdicos. Alí Kogen escreve sua tragetória pessoal e búdica. A Monja Coen fará o prefácio.

Monje Kogen e Monja Coen



Em algumas visitas que fez à minha casa, em Camburi, Kogen escreveu alguns trechos. Conversávamos sobre o livro, a vida, as mulheres, o trabalho, Jung, Carlos Castanheda... e da importância de se ter um mestre. No início de 2008 me ligou pedindo para fazer a foto da capa do seu livro. Fui, com o Manuel, encontrá-lo em um pequeno mosteiro nas proximidades do Pico das Agulhas Negras.


Na madrugada do dia seguinte subimos até o cume e lá fizemos o ensaio, nos primeiros raios do sol.



Pico das Agulhas Negras

Nos proximos meses o livro vai ficar pronto e disponível para os interessados nos Portais Búdicos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Virginia - A pretinha



Não me tomem por preconceituoso no uso do adjetivo pretinha. É só uma forma carinhosa de indicar a Virginia, esta da foto. Ela, com freqüência, durante muitas e muitas sessões na Câmara dos Vereadores ocupava uma cadeira, ora no Salão Nobre, ora no Plenário, ora no Plenarinho e ficava ali ouvindo e algumas vezes arriscou comentar e argumentar. Como tenho uma predileção pelas pessoas diferentes fui observando suas atitudes e posturas. Um dia perguntei quem ela era.
Me disse: Meu pai é diplomata.
De onde?
Ele é juiz!
Parou por ai a conversa. Admirava sua assiduidade na casa do povo paulistano. Meus colegas torciam um pouco o nariz pela minha simpatia e argumentavam que ela não batia bem da cabeça.
Como a casa é do povo e no povo tem gente assim porque não ela também?
No mês passado quando saia da sala para mais uma pauta ouço choro e vozes altas na porta do elevador do segundo andar. Minha pretinha, rodeada por dois policiais militares, era escoltada e "convidada" a se retirar da casa.
Perguntei para diversas pessoas o que aconteceu e cada um contava uma história.
Ela morava com 8 irmãos numa casa no Jardim Ângela, Ela dizia que era funcionária da SABESP. Ela dizia para visitantes da Câmara que trabalhava no Cerimonial. Ela dizia que era casada com um dos repórteres da TV.
Naquele dia os dois policiais levaram a Virginia para a Delegacia porque um dos funcionários da casa se sentiu ofendido por ela e fez um BO na delegacia e lá foi minha pretinha falar com o delegado. Ficou internada um mês em um hospital psiquiátrico. Ontem ela reapareceu e, na frente desta foto do Sebastião Salgado que mostra um campo de refugiados na África, fiz a foto.
Perguntei o que tinha acontecido. Ela me contou que ficou internada e agora faz defesa pessoal numa academia de ginástica. Quer ser policial.

Boca do Acre


Ontem visitei a Pulsar - agência de fotografias. Enquanto, junto com o Delfim, identificávamos novas fotos que fiz e eram acrescentadas ao banco de imagens da agência. Na mesa ao lado, Luis Dávila e Laura conversavam projetos de novos produtos. De repente falaram da foto Hotel Romance e minha parabólica pessoal antenou no assunto. O hotel fica em Boca do Acre, cidadezinha no interior do Amazonas, a mais próxima do Mapiá (centro do Santo Daime). Luiz argumentou que o hotel não só oferece a hospedaria mas um romance, muito mais do que uma tranza e propunha que imaginássemos o que vem depois desta porta.
É só abrí-la.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Di Cavalcante e o sanfoneiro


Em homenagem a imprensa Di Cavalcante realizou este mural feito de pastilha de vidro na fachada do prédio que foi a sede do jornal O Estado de S. Paulo. Ontem, naquele início de frio do outono o sanfoneiro mandava uma música de Luiz Gonzaga, talvez, defendendo o jantar daquele dia.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

A luta é contínua!


Quem diria que eles poderiam comemorar, no salão nobre da Câmara dos Vereadores, o cinqüentenário? Nos anos tortuosos da ditadura foi muita porrada do lado dos donos do poder e muita solidariedade dos movimentos sindicais. Muita articulação, companheirismo e obstinação. Caminhando e cantando vi muitas manifestações a favor de um país democrático. Senti o cheiro acre e corrosivo das bombas de gás lacrimogênico o estouro das bombas de efeito moral e amigos indo pro DOPS. Eu nunca levei porrada de policiais. Por ironia, em 1989, levei uma porrada no pé do ouvido, de um sindicalista que veio por trás. Fazia uma reportagem de uma eleição no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para a Folha de S Paulo. Outro deles puxou minha máquina fotográfica e danificou o pentaprisma. Na saída um outro foi atingido com um tiro e ficou no chão. Levei-o ao hospital mais próximo no carro do jornal e ainda levei bronca do motorista, pois seu carro ficou sujo de sangue. Não tinha como fotografar o acidentado pois a máquina parou de funcionar. Hoje comemoraram o cinqüentenário do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ouvi todos os discursos e me emocionei com a luta deles. Afinal elegemos um presidente metalúrgico que mudou os destinos econômicos e sociais do Brasil. Feijóo, ex-presidente do sindicato falou e disse: A luta é continua!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Lado Leste


Este é o lado leste de São Paulo, visto da janela do restaurante do Joquey Clube. Dá pra ver, na extrema esquerda. o Ed São Vito. Um cortiço na vertical, um pouco à direita a antiga prefeitura e o terminal de ônibus do Parque D. Pedro. No fundo a Zona Leste. Outono de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Kanzeon


No Vale dos Templos (Kinkaku-ji), em Itapecerica da Serra , 50 km de São Paulo, o monge Kogen Gouveia está esculpindo o Kanzeon de 11 faces em um pedaço de 2 metros do tronco de um jequitibá, com mais de 400 anos, que veio de Camacã, 510 km de Salvador, no estado da Bahia (set 2007)


Maio de 2009. A cabeça e parte do corpo já estão finalizados. Um composto especial proteje a madeira dos ataques de cupins. Mais alguns meses e a Kanzeon vai ter um templo.
Kogen finaliza também o livro Sinais do Zen onde narra sua trajetória desde o tempo em que pedalava uma bicicleta russa pelos morros da Tijuca no Rio de Janeiro. A iniciação no Mosteiro Zen Morro da Vargem. Depois curso de escultura e residência em um mosteiro no Japão.